O Café Cultural de Ouro Preto convida para a exposição de Roberto Dirceu Segabinazzi.

Nasceu em maio de 1967, na cidade de Garibaldi – RS. Contabilista, trabalhou como vendedor e no jornal Novo Tempo, entrevistando e escrevendo matérias.

Roberto Dirceu Segabinazzi

Começou a formação como autodidata em artes, aos 13 anos, ao entrar em contato com a serigrafia, área que abraçou como profissão por muitos anos. Através dela, aprendeu a desenhar tecnicamente e, após, a buscar o desenho de observação e o estudo da história da arte.

No ano de 1987, morou em Ribeirão Preto, onde estudou gravura em metal na Unaerp.

Em 1989, frequentou o ateliê livre da Universidade de Caxias do Sul (UCS – RS), sendo aluno da professora e artista plástica Elaine De Zorzi.

Ingressou no atelier livre da Prefeitura de Porto Alegre (Casa de cultura arte e lazer Lupicínio Rodrigues) em 1992. Permaneceu na instituição por seis anos estudando desenho e pintura e conhecimentos sobre a história da arte, sendo aluno de Gisele Menezes (desenho), Paulo Porcela (pintura e figura humana), Carmem Vieira (pintura), Daysi Viola (figura humana, desenho  e pintura).

Em paralelo, continuou o trabalho técnico e o estudo da gravura em serigrafia.

Viaja pelo Brasil desde os 17 anos, buscando novas imagens, povos, paisagens, fotografando e trabalhando nas ruas.

O meu processo é dinâmico e caracteriza-se  por um desenho intuitivo  e de livre expressão sem a forte necessidade de um vínculo acadêmico. Os trabalhos não possuem temática linear, apesar  de alguns  temas repetirem-se ao longo dos anos, como os músicos de rua, as igrejas e certos personagens populares.

A criação de muitos desses trabalhos está vinculada ao movimento das  viagens pelas quais tanto sinto paixão, fato que me instigou a apurar a observação da dinâmica de vida  brasileira e de alguns países da América Latina por onde andei.

Possuo uma razoável coletânea  de desenhos  das cidades históricas de Minas Gerais, especialmente Ouro Preto. Nas telas uso técnicas variadas, algumas mistas. As últimas que pintei, constituem uma série  que intitulei “Músicos religiosos” .

Poderia ainda dizer que sinto simpatia pela escola expressionista, mas não saberia classificar-me devido a trabalhos de outras tendências.